segunda-feira, 2 de julho de 2018

A minha primeira gira de desenvolvimento - parte II

Continuando a história.
Ainda agora, um pouco mais de 24 horas, ainda estou a absorver tudo o que se passou e principalmente o que senti.

Entretanto já conversei com o meu mais velho, e já me respondido que todos estavam a roda e todos seguraram em mim. 

Então ou senti alguma coisa que estava ali em carne ou algo que era uma entidade, não sei mesmo. Sei que sentia a girar-me, sentia-me a ser segurada, e como se estivesse a ser equilibrada e do nada vinha com uma força diferente. 
Definitivamente quero sentir de novo, quem dera que fosse já hoje. 


Não me recordo como acabou essa parte, sei que também sentei ao lado da minha irmã. E sentia-me pesada, mal disposta, achei que ia vomitar, nesse momento nem sei o que era pior, o estômago embrulhado a cabeça estranha. 

Quando olhei para o lado, chegou a pomba gira de uma pessoa mais velha. E foram se sentar bem do outro lado do salão, onde me obrigavam a levantar ou arrastar-me e ir para esses lados. Mas não estava fácil, era incomodo, aí fui encostei-me a parede. Ai que parede maravilhosa, segurava a minha cabeça. E estava a uma temperatura agradável. A pomba gira falou, e algumas coisas não ficaram na minha mente, terei que posteriormente perguntar aos meus mais velhos.

Bebi água, pois dizem que ajuda, eu até a beber a água estava com dificuldade, mas bebi. Conversamos sobre algumas coisas, e faltava mais uma irmã minha rodar. 

Ficamos a roda dela, a cantar, e estava mesmo preocupada com ela, para ela não ir contra nada, e começaram a cantar um ponto de pomba gira, lasquei-me. 

Eu queria ajudar, e sentia os meus joelhos a dobrarem, como se tivessem molas, o meu corpo a ceder, e voltava a tentar me concentrar na minha irmã, e voltava a acontecer-me, afastei-me um pouco, encostei-me na parede não sei durante quanto tempo, e os joelhos eram como molas... 

Eu queria controlar o que estava acontecendo, porque não era a minha vez, era a vez da minha irmã, e eu precisava de estar "normal" para poder ajudar.. 



E não estava fácil..... tentava sempre voltar a ajudar, mas não conseguia, fui para o outro lado do salão, não que eu quisesse fugir, mas para mim não era a minha vez, e tinha que ajudar, mas não conseguia controlar, não conseguia, e do nada fui tomada. Não é algo que eu sinta a entrar dentro de mim, mas também não sei explicar de onde vem. Comecei a girar novamente e nesse momento não consegui ter um único pensamento. A cabeça vazia e a dançar... Senti uma gargalhada saindo de mim. Senti e ouvi. Não foi assustadora, nem dolorosa, fluiu assim como por magia.

Senti-me tão bem, tão segura, tão poderosa, durante esses momentos. Não sei explicar ainda essa sensação. Sentia-me a girar, e algumas vezes ficava como se suspensa no ar, vou comparar-me a um pião. O pião gira gira sem parar, e anda a volta, mas chega a um momento que ele fica fixo no lugar e parece parado. Eu sentia-me assim, parada mas com a cabeça confusa. Sentia alguém a rodar-me nesses momentos que eu parava, e voltava a girar e ficar torta e sei lá mais o que. 

Acredita que foi nessa altura que cai novamente, não tenho a certeza.

Nem sei bem como terminou, novamente, há coisas que ficam confusas e não sei precisar..
Depois veio outra pausa para conversar com pombagira, ou talvez nem tenha sido bem essa ordem.
Mas sei que veio uma "terceira vaga". Eu olhei para a pombagira pensando nossa de novo, eu estou exausta, gostei, mas tinha que ser tudo de uma vez? A pomba gira respondeu ao meu pensamento que era para passar toda o mal estar de uma vez e lá se fez a roda a minha volta novamente... 

E começaram a cantar de novo.. mas algo estava diferente... o que estava a sentir estava a ser diferente... o meu movimento não era girar, e na minha cabeça eu tinha que girar, mas não conseguia, o movimento era também este diferente... 

                                                                      Continua.....


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